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No dia 19 de Setembro de 1939 nasceu em Luanda Jorge Alberto de Mendonça Paulino, que viria a ser o primeiro português a ganhar uma Taça (a Taça das Taças de 1962) por um Clube estrangeiro, o Atlético de Madrid.Jorge Mendonça começou a sua carreira nos categorias jovens do Sporting e em 1956 foi para o Braga, onde fez duas épocas. Curiosamente alinhavam na mesma equipa os seus irmão Fernando e João. Uma experiência em Espanha, ao serviço do Deportivo da Corunha, suscitou o interesse do Atlético de Madrid, que o contratou. Jogou em Madrid 9 épocas, sempre a bom nível, numa das melhores décadas do Atlético, sendo campeão de Espanha em 1966. Ainda recentemente um site de adeptos do Atlético elegeu Mendonça como o melhor estrangeiro de sempre, à frente de Futre. É celebre a foto em que é identificado como o único futebolista a sair em ombros de um campo de futebol. Do Atlético de Madrid foi ainda para o Barcelona, onde jogou mais 2 épocas, acabando a carreira no Maiorca.Um belo texto sobre este jogador fantástico que nunca foi á selecção pode ser lido em: http://www.record.pt/noticia.asp?id=311247&idCanal=292E um video com um dos seus muitos golos em: http://www.youtube.com/watch?v=lP7vnPVLaiI
Quanto a cromos, aqui vão 2 portugeses (à esquerda) similares: Em cima da Colecção Vedetas da Bola, de A Francesa e da colecção Jogadores da Bola, da Altesa.
Á direita dois cromos da Editorial Fher, um da época 16/62 e outro de 68/69.Haverá mais cromos deste Mendonça em colecções portuguesas ?Alguém conhece outros cromos seus no Atlético de Madrid e no Barcelona ?
Como se chamava o pai, jogador e fundador do Sporting Clube de Luanda ?

Em 18 de Dezembro de 1921, jogou-se em Madrid o primeiro Portugal- Espanha, que era também o primeiro jogo internacional da equipa portuguesa. Os espanhóis ganharam por 3-1 e a selecção nacional alinhou com: Carlos Guimarães; António Pinho, e Jorge Vieira; João Francisco, Vítor Gonçalves, e Cândido de Oliveira (cap.); J. Maria Gralha, António Augusto Lopes, Ribeiro dos Reis, Artur Augusto, e Alberto Augusto..Os cromos imostalizaram esse encontro. Na coleccção "Foot-ball - Escenas interesantes" editada então pelos Chocolates Figueras, de Barcelona (composta por 42 foto-desenhos monocromáticos) há 2 cromos que se referem a esse jogo. No nº 13 o Guarda-redes Carlos Guimarães acaba de ser batido no terceiro golo espanhol (cromo da esquerda). No nº 28 (cromo da direita) o trio de atacantes espanhois (Arbide, Sesúmaga e Alcântara) ameaça a baliza portuguesa.Quem serão os jogadores nacionais em primeiro plano ?Haverá outros cromos relativos à selecção nacional nos anos 20 e 30 ?
Terá havido marcas de chocolates a editar cromos deste tipo em Portugal ?

O post anterior levantou uma questão muito interessante: a do primeiro jogador a ser tranferido para o estrangeiro. Creio que o Jorge Humberto terá sido a primeira transferência (no sentido que hoje tem o termo) para Italia. No entanto, como um leitor teve a amabilidade de esclarecer, já em 1906 um português jogou em Italia, na Lazio de Roma. Parece ter sido um bom jogador, que a própria Lazio reconhece como tendo sido fundamental para as vitórias obtidas nos anos de 1906 e 1907 e que terá sido até capitão da equipa azul-celeste. Tratava-se de Francisco dos Santos que em Portugal não teve grande carreira como futebolista, mas terá terá começado a jogar na Casa Pia transferindo depois para o Sport Lisboa e mais tarde para o Sporting Clube de Portugal. A sua carreira, notável, foi como Escultor (autor do busto oficial da República, em 1911, que figura na Câmara Municipal de Lisboa). A sua estadia em Roma, depois de ter estado em Paris, deveu-se precisamente a uma bolsa para estudos na área da escultura e não a uma transferência futebolistica. Talvez por isso, e pelo atraso e pequenez da dita bolsa, terá passado algumas necessidads económicas nesse periodo. Até ao momento não encontrei um cromo com este português pioneiro, mas não quero deixar de colocar aqui 2 fotos de homenagem.Uma, de Francisco dos Santos mais tarde, escultor consagrado e outra da Equipa da Lazio de 1907, em que ele figura. Já agora, qual dos 11 é o português, sintrense, franzino mas habilidoso prá bola ? Alguem lhe conhece um cromo (da época ou mais tardio) ?

Depois de muito tempo sem actualização, vamos tentar trazer mais algumas coisas interessantes sobre coleccionismo de cromos de futebol.Nada melhor que uma ofertas aos amigos que têm continuado a espreitar o blog sem encontrarem nada de novo. Por isso aqui vai um "passatempo": Qual o primeiro jogador português a sair para um grande clube italiano ?
Deverá ser também o primeiro que teve também o seu cromo editado noutro país. Aqui ficam dois cromos deste "doutor do futebol" editados pela conhecida Panini nos seus primeiros tempos. 
Ao primeiro leitor que colocar um comentário com o nome do jogador e o nome do Clube para onde foi jogar ao sair de Portugal (atenção que é diferente do dos cromos..) ofereço um pequeno lote de 10 cromos de caramelos bem antigos.
Sim, trata-se do Jorge Humberto, jogador da Académica no cromo de baixo, da magnífica colecção Grandes Campeões do Futebol, editada por A Francesa.


Muitas foram as fábricas de rebuçados e confeitarias que se entusiasmaram com os "bonecos" da bola. Há quem diga que tudo começou no Montijo (Vidé posts 1 e 24) e aí se situaram as primeiras iniciativas, mas ter-se-ão espalhado por diferentes lugares (como o Cartaxo) e, principalmente, Lisboa. A prática era editar cadernetas em que os cromos não vinham organizados ainda por equipas, mas sequencialmente, sem qualquer ordenação aparente. O que, aliada ao facto de ser quase sempre a mesma foto em diferentes colecçõs, torna dificil uma datação mais rigorosa. A caderneta á esquerda, Album dos Azes de "Foot-ball", será talvez de 1928 e foi editada pela Fábrica A Brazileira. É composta de 51 cromos, monocromáticos, tendo na capa os célebres Pepe (Beleneses) e Tamanqueiro (Benfica e Olhanense) e inclui entre outros Vitor Gonçalves (que não figurará já nas colecções seguintes), Vitor Silva (que se estreou no Benfica em Janeiro desse ano) e Eugénio salvador (célebre depois como actor). O cromo da direita é de outra colecção, Rebuçados Desportivos, editada pela Sociedade Lisbonense de Confeitarias, com as mesmas caracteristicas. - Haverá outras cadernetas editadas pela Brazileira ou pela Lisbonense ?
- Que outras editoras terá havido nso anos 20 e 30, antes da Universal ?
- Qual a data de edição destas cadernetas ?

As primeiras cadernetas de cromos eram bastante simples. Não só porque os recursos técnicos da época eram mais limitados como, principalmete, porque o produto final, o cromo, teria de ter um valor mínimo para poder ser vendido, junto com o caramelo, a um preço acessivel á bolsa das crianças. Os primeiros cromos eram, quase todos, monocromáticos. As próprias cadernetas eram impressas apenas a uma cor e com um grafismo que procurava ser mais informativo do que bonito. Três bons exemplares dessa época:
- Caramelos Box, editada pelos Rebuçados Cotovia em 1931. "Homenagem aos boxeurs, lutadores e toureiros". Uma caderneta, única, com informação sobre a história dos Campeonatos Mundiais de Box, destinada especificamente "para os nossos coleccionadores".- Caramelos Ciclistas, de 1933, outra caderneta da Cotovia ("Homenagem aos azes do Pedal") com 116 cromos. Mantém o mesmo grafismo da capa e a mesma caracteristica de forncecer muito texto informativo (e muita publicidade também !)
- Colecção de Caramelos Sport, Edição da Fábrica de Confeitarias A Triunfadora do Montijo, de Nunes Brito e Cª. (ver post 1) Esta com 120 cromos, mas sem qualquer informação adicional, num máximo de economia de espaço. Ao contrário das anteriores, em que os cromos eram todos em sépia, esta colecção tinha cromos em diferentes tons de castanho, sépia e roxo. Acrecescente-se que, na altura, os cromos dos jogadores ainda não eram organizados em equipas.

Os cromos permitem-nos duas coisas interessantes. Uma é podermos referenciar as nossas recordações e os aspectos afectivos e emocionais que se ligam com elas: podemos ter as nossas preferências por determinados jogadores que admirámos, por uma equipa de certa época, ou pelo clube da nossa terra.Outra é que os cromos fixam para sempre pequenas curiosidades que correspondem, muitas vezes, a sinais de mudança ou se referem a acontecimentos significativos na vida dos clubes (por exemplo mudanças de emblema, cores ou nome) e da sociedade em geral (por exemplo a forma de vestir ou de cortar o cabelo).Pelo lado da ligação afectiva ao clube da nossa terra, tenho de fazer uma referência especial ao Atlético Clube Marinhense. Sendo um clube que nunca alcançou a 1ª Divisão, creio que haverá apenas duas colecções com o Marinhense em cromos individuais dos jogadores, ambas do início dos anos 60 e ambas editadas pela Carsel (imagens á direita, com Nartanga que tinha vindo do Benfica) . Claro que, antes disso, já na caderneta da Águia no final dos anos 20 (á
esquerda), aparece a que será a primeira referência ao clube e, mais tarde, em 1964 o primeiro cromo da equipa, que se irá repetir depois na colecção das Equipas da Pajú em 70.- Haverá outras colecções do tempo dos caramelos com o Marinhense ?- Quando é que o leão surgiu e desapareceu do emblema do "Atlético"(cromo á direita) e porquê ?- É interessante o facto de em dois dos cromos que aqui apresento haver alterações no equipamento (camisola branca nos anos 20, e tom azulado nas listas verticais e calções nos anos 60). Trata-se apenas de alguma falta de rigor no colorido dos cromos ou o Marinhense terá mesmo usado camisola branca no início e equipamento azul mais tarde ?